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Empresas antigas lutam para integrar talentos em inteligência artificial
A inteligência artificial está transformando profundamente o mundo dos negócios, melhorando a eficiência operacional, a tomada de decisão e a inovação. No entanto, as empresas mais antigas enfrentam grandes dificuldades para atrair e integrar profissionais especializados nessa área. Um aumento de um desvio-padrão na idade de uma empresa reduz em 5,2% a proporção de funcionários dedicados à inteligência artificial em seu interior. Esse fenômeno é explicado por sistemas obsoleto, hábitos profundamente enraizados e uma resistência à mudança que dificultam a adoção de novas tecnologias.
As empresas maduras, no entanto, dispõem de vantagens não negligenciáveis, como dados históricos abundantes, redes estabelecidas e estabilidade financeira. Esses recursos podem facilitar a integração da inteligência artificial, desde que os obstáculos estruturais sejam superados. Investimentos em pesquisa e desenvolvimento, bem como em infraestruturas modernas, desempenham um papel fundamental para atenuar esses desafios. Eles permitem modernizar as operações, atrair talentos qualificados e fortalecer a capacidade de inovação.
A composição dos conselhos de administração também influencia essa dinâmica. Em empresas antigas, uma forte presença de mulheres ou de membros de minorias nos conselhos pode retardar a adoção da inteligência artificial. Isso se explica por uma tomada de decisão mais cautelosa e um processo de consenso mais lento diante de tecnologias complexas e arriscadas. Embora a diversidade nos conselhos geralmente melhore a governança, ela também pode introduzir desafios adicionais em um contexto de transformação tecnológica.
As empresas que conseguem integrar talentos em inteligência artificial colhem benefícios consideráveis. Seu valor de mercado e sua eficiência operacional melhoram significativamente, como atestam indicadores como valorização de mercado, lucratividade e retorno sobre ativos. Esses resultados destacam a importância estratégica da inteligência artificial para manter uma vantagem competitiva.
Para as empresas maduras, a modernização das infraestruturas e sistemas existentes deve ser uma prioridade absoluta. Investimentos em despesas de capital e pesquisa permitem compensar as desvantagens relacionadas à idade. Programas de formação contínua dos funcionários também são essenciais para preparar as equipes a trabalharem com essas novas tecnologias. Por fim, os conselhos de administração devem ser assessorados para melhor compreender os desafios da inteligência artificial e tomar decisões embasadas. Essas medidas permitem transformar os desafios em oportunidades e garantir uma transição bem-sucedida para uma economia cada vez mais digital.
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Références du site
Référence scientifique
DOI : https://doi.org/10.1007/s11573-026-01271-0
Titre : The AI workforce and firm maturity: old firms, new tech
Revue : Journal of Business Economics
Éditeur : Springer Science and Business Media LLC
Auteurs : Pattanaporn Chatjuthamard; Pornsit Jiraporn; Pandej Chintrakarn; Woraphon Wattanatorn